domingo, 27 de setembro de 2009

A escravidão

Condições de vida e trabalho : nos engenhos e na mineração
No modo geral os feitores não lhe podiam bater com paus e dar-lhes pontapés porque eles podiam morrer e os donos perdiam dinheiro.
Mas podiam dar-lhes com cipó para os "educar". Também não podiam amarrar e castigar no tronco com cipó até correr sangue e por no tronco ou preso com correntes durante meses. Deveria ser assim, mas muitas das vezes estas regras não eram cumpridas em muitos dos engenhos
Também lhes permitiam que fizessem as suas festas, porque era o único alívio do seu cativeiro.
Quando haviam muitos escravos os senhores procuravam casá-los para os trazer para a religião católica, para aumentar os nascimentos e para que se sentissem mais motivados para o trabalho. Numa carta que um cônego escreveu antes de morrer dizia: "que sustentem e vistam os escravos e os tratem com amor e caridade e os não consintam solteiros, que os casem."
Quando à alimentação dos escravos do engenho podia ser dada diretamente pelo dono, mas havia um sistema que era freqüentemente adoptado que era de lhes dar um dia por semana para eles cuidarem da sua roça e assim produzirem os seus alimentos.
Os escravos das minas tinham condições de vida miseráveis e eram colocados a trabalhar o máximo de horas possível a troco de uma alimentação muito pobre (os locais onde ficavam as minas eram afastados das zonas agrícolas e das cidades). Viviam com o perigo. Muitas vezes havia desmoronamentos e morriam soterrados. Os donos estavam sempre a substituir escravos mortos, doentes ou demasiado gastos pelo trabalho duro.
O trabalho dos escravos da cidade era menos duro e as condições eram melhores. Não havia tanta violência e muitos desempenhavam boas profissões. Mas também havia os que eram alugados como carregadores ou para outros trabalhos pesados.



Castigo x Resistência : formas de castigo e a resistência dos escravos a escravidão?
As diferentes categorias de resistência:
• individual (silenciosa ou explícita); para fora e para dentro;
• fugas reivindicatórias e de rompimento;
• fuga de rompimento: o quilombo como exemplo;
• resistência urbana: revoltas e greve.
castigos: é o que confere ao senhor o direito privado de castigar fisicamente o escravo. A exploração da força de trabalho escrava requeria necessariamente mecanismos de coerção que garantissem a continuidade do trabalho. A relação entre senhor e escravo era, assim, marcada pela violência. Do ponto de vista da escravidão, o castigo do escravo era necessário e justo.

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